A edição mais aguardada do ano para os amantes do vinho português no Brasil abriu as portas em São Paulo nesta semana. O festival Vinhos de Portugal 2026 — que chega à sua 13ª edição e se consolida como o maior evento de vinhos portugueses realizado fora de Portugal — reuniu 77 produtores no Shopping JK Iguatemi, com cerca de 700 rótulos representando todas as regiões vitivinícolas do país. O evento segue para o Rio de Janeiro entre os dias 5 e 7 de junho, no Jockey Club.
Entre os produtores presentes estão dois nomes que integram o portfólio Mistral em Santa Catarina: Luís Pato, referência incontornável da Bairrada e um dos grandes defensores da Baga — a uva tinta de personalidade única que define a identidade vinícola da região —, e Tapada de Coelheiros, expressão de elegância do Alentejo, uma das regiões mais consistentes de Portugal em qualidade e volume nos últimos anos.
A presença dos dois produtores no mesmo evento não é coincidência: representa o espectro completo do que Portugal tem de melhor — do Atlântico ao interior quente do sul, da acidez mineral da Bairrada à estrutura generosa do Alentejo.
Portugal no momento certo
A presença portuguesa no Brasil não é fortuita. Os dados da OIV de 2025 mostram que Portugal foi um dos poucos países onde o consumo interno de vinho cresceu — 5,6% — enquanto o mundo inteiro recuava. Fora do país, a demanda pelos vinhos portugueses no Brasil, nos Estados Unidos e no norte da Europa segue em ritmo acelerado.
No Brasil, o timing é especialmente favorável. O acordo Mercosul-União Europeia, cujas reduções tarifárias começaram a valer em maio de 2026, tende a pressionar os preços dos vinhos europeus — incluindo os portugueses — para baixo ao longo dos próximos anos. Para o comprador especializado e para o on trade catarinense, isso significa que rótulos portugueses de excelente custo-benefício ficam ainda mais atrativos num horizonte próximo.
O que o on trade e o off trade de SC devem observar
Para restaurantes e sommeliers, o festival Vinhos de Portugal é um termômetro do que o consumidor vai pedir nos próximos meses. Bairrada e Alentejo — regiões de Luís Pato e Tapada de Coelheiros — são exatamente aquelas que têm ganhado espaço nas cartas catarinenses de melhor nível.
Para adegas, empórios e lojas especializadas, a leitura é direta: Portugal é uma categoria que vende acima do preço percebido. O consumidor que compra um Luís Pato ou um Tapada de Coelheiros não está buscando o mais barato — está buscando procedência, história e uma região com identidade. Esse é o cliente que volta.
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