Os dados da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) são inequívocos: 2025 foi o ano em que o mundo bebeu menos vinho que em qualquer momento desde 1957. O consumo global recuou 2,7%, chegando a 208 milhões de hectolitros — um mínimo histórico de 70 anos num mercado que parecia inabalável.
Nove dos dez maiores mercados do planeta fecharam no negativo. Estados Unidos caíram 4,3%. China desabou 13%. Itália recuou 9,4%. França, Alemanha e Espanha — os países que definem o vinho para o mundo — também cederam terreno. A OIV aponta uma combinação de fatores: geração Z com menor interesse em álcool, inflação pressionando o consumo e hábitos em transição acelerada.
E aí chegamos ao Brasil.
Enquanto o resto do mundo recuava, o Brasil cresceu 42% e atingiu 4,4 milhões de hectolitros — o maior volume de consumo de vinho da história do país. Ainda somos um mercado pequeno em comparação com os gigantes europeus, mas a trajetória é inconfundível: o consumidor brasileiro está bebendo mais, melhor e com mais consistência.
Por que o Brasil foi na contramão?
A resposta não é simples. Uma parte é rebound — a pandemia comprimiu o consumo fora de casa, e o mercado compensou depois. Mas só isso não explica 42% de crescimento. O que a OIV captura nos dados é o resultado de um trabalho de longo prazo: mais canais especializados, mais sommeliers formados, mais cursos e degustações, e um consumidor que aprendeu a valorizar o que está no copo.
Nesse contexto, Santa Catarina ocupa uma posição privilegiada. O estado tem uma rede on trade — restaurantes, hotéis, adegas de experiência — que é referência nacional em curadoria e serviço. E tem um off trade — empórios, wine bars, lojas especializadas — que conseguiu transformar o ato de comprar vinho em algo com identidade própria.
O que esses dados significam na prática para o seu canal
Para o on trade, o crescimento nacional renova o desafio: o consumidor que chega ao restaurante tem mais repertório do que tinha há três anos. A carta que impressionava em 2023 pode não impressionar mais. Revisar rótulos, atualizar o by-the-glass e treinar equipe para falar com naturalidade sobre o vinho são movimentos que fazem diferença imediata.
Para o off trade, o crescimento abre espaço para novos consumidores — mas também para novos competidores. A curadoria precisa ser mais afiada, não mais ampla. Quem vende com contexto e orientação retém o cliente; quem só empilha prateleira perde para o preço.
Em ambos os casos, o momento é de crescimento — e crescimento pede portfólio à altura. Fale com a Mondovino pelo WhatsApp e descubra o que temos disponível para o seu canal em SC.



